Inquérito Policial em Crimes de Violência Doméstica: O Passo a Passo da Investigação

Muitas pessoas acreditam que o processo criminal começa apenas quando o juiz recebe a denúncia. No entanto, no universo da Lei Maria da Penha, a fase mais crítica para a construção da defesa acontece muito antes: no Inquérito Policial. É nesta etapa, conduzida pela Polícia Civil em Tianguá ou nas delegacias da região, que as provas são colhidas, testemunhas são ouvidas e o destino do investigado começa a ser traçado.

Para quem está sendo investigado, o inquérito pode parecer uma “caixa preta”, cheia de incertezas e termos técnicos. Mas ignorar essa fase é um erro estratégico que pode custar a liberdade. O Dr. Muriell Aguiar destaca que a atuação defensiva deve ser cirúrgica desde o primeiro depoimento, pois é muito mais eficaz impedir que um processo nasça do que tentar derrubá-lo depois de iniciado.

O inquérito é um procedimento administrativo e investigativo. Ele serve para apurar se um crime realmente ocorreu (materialidade) e quem foi o autor (autoria). Em casos de violência doméstica, ele geralmente se inicia de três formas:

  1. Prisão em Flagrante: Quando a polícia é acionada no momento do fato.
  2. Registro de Boletim de Ocorrência (BO): Quando a suposta vítima procura a delegacia para relatar um episódio.
  3. Requisição do Ministério Público: Quando o promotor identifica indícios de crime e ordena a investigação.

O prazo para conclusão do inquérito varia se o investigado está preso ou solto, mas a pressão para que o relatório final seja enviado ao Ministério Público é sempre constante.

Durante o inquérito, a autoridade policial realizará uma série de atos. Entender essa sequência permite que o investigado e sua família se preparem adequadamente:

  • Oitiva da Vítima: É o primeiro passo. A suposta vítima relata os fatos e, muitas vezes, já solicita as medidas protetivas de urgência.
  • Depoimento de Testemunhas: Vizinhos, familiares ou amigos que presenciaram a discussão ou o suposto fato são intimados a depor.
  • Exame de Corpo de Delito: Se houver alegação de agressão física, a vítima é encaminhada para perícia médica para constatar lesões.
  • Interrogatório do Investigado: Este é o momento em que o acusado é chamado para dar sua versão. É o ponto de maior risco e onde a presença do Dr. Muriell Aguiar se torna indispensável.

Diferente do que ocorre no processo judicial, no inquérito não há um juiz mediando a produção de provas. Tudo é concentrado na figura do Delegado. Por isso, a defesa precisa ser ativa:

  1. Acesso aos Autos: O advogado tem o direito garantido por lei de ler tudo o que já foi produzido no inquérito antes de o cliente prestar qualquer depoimento. Sem saber o que a vítima disse, o investigado entra “no escuro”.
  2. Produção de Provas Defensivas: O Dr. Muriell Aguiar atua solicitando que a polícia ouça testemunhas favoráveis ao cliente, junte prints de conversas que contextualizam a briga ou realize perícias em dispositivos eletrônicos.
  3. Orientação para o Interrogatório: O advogado orienta se o cliente deve falar, sobre o que deve falar ou se o melhor caminho é o uso estratégico do direito ao silêncio.

Muitos clientes se desesperam ao saber que foram “indiciados”. O indiciamento é apenas o entendimento do Delegado de que há indícios de crime. O passo seguinte é o envio do relatório para o Ministério Público (MP).

É aqui que a defesa estratégica brilha: se o advogado conseguiu plantar dúvidas reais ou provar a inocência durante o inquérito, o Promotor de Justiça pode decidir pelo Arquivamento, evitando que o cliente se torne réu em um processo criminal penoso e público.

Esperar o inquérito acabar para procurar um advogado criminalista em Tianguá é como tentar apagar um incêndio que já tomou a casa toda. Provas se perdem, testemunhas esquecem detalhes e narrativas falsas se consolidam. Na Lei Maria da Penha, onde a palavra da vítima tem especial relevância, cada dia de silêncio da defesa é um dia de vantagem para a acusação.

O Dr. Muriell Aguiar foca em uma advocacia preventiva e combativa, garantindo que o inquérito seja conduzido dentro da legalidade e que nenhuma prova ilegal seja utilizada contra o seu cliente.

Se você recebeu uma intimação para comparecer à delegacia em Tianguá ou sabe que existe uma investigação contra você, não subestime o poder do inquérito policial. Este é o momento de agir com inteligência e estratégia. Uma defesa bem feita na delegacia pode ser a diferença entre o fim de um pesadelo ou o início de um longo processo judicial.

Proteja seus direitos e sua história desde o primeiro momento. A verdade precisa de técnica para ser demonstrada.

Sobre o advogado

‎Dr. Muriell Aguiar

OAB/CE 36.428 – Advogado criminalista com atuação exclusiva na área penal, o Dr. Muriell Aguiar já auxiliou mais de 1.300 pessoas em casos de prisões em flagrante, investigações, júris, crimes previstos na Lei Maria da Penha e na lei de drogas.

Sua missão é oferecer defesa técnica, ética e estratégica, assegurando que cada cliente tenha seus direitos preservados diante da Justiça.

Mais de 800 processos atendidos

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